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22/05/2017 Comentários (0) Clã Pioneiros Lancelot, Notícias, Ramo Pioneiro

Os Primórdios do Clã Lancelot

 Primórdios do Clã de Pioneiros Lancelot

 

Por: Ch. Marcos Wilson Matos Marques

 

A ideia de se criar o Clã de Pioneiros no 6o DF remonta ao final do ano de 1973, no então Grupo Escoteiro Presidente Kennedy – 6o DF. Naquele tempo, praticamente todos os chefes das seções (ramo escoteiro e ramo sênior) eram rapazes com idade média em torno de 19 anos. Era costume, de vez em quando, nos reunirmos informalmente à noite na antiga sede do grupo (na guarita do corpo da guarda, na entrada do Setor Militar) para conversarmos e trocarmos ideias sobre os mais diversos assuntos, não necessariamente sobre escotismo, falávamos da vida, do futuro, dos nossos planos, dos nossos anseios e medos perante as incertezas da vida, etc., tínhamos um espírito de corpo, éramos bastante unidos e extremamente coesos, éramos realmente irmãos escoteiros, um apoiando o outro na medida do possível, talvez por termos praticamente as mesmas idades e necessidades. Eram nestas oportunidades que vez por outra surgiam ideias realmente fantásticas para atividades a serem aplicadas em nossas seções.

 

Em um destes encontros, especificamente em novembro de 1973, surgiu a ideia de fundarmos um Clã de Pioneiros, única seção que não existia no grupo naquela época. Seria formado pelos jovens chefes André Dias Lima (Ch. tropa escoteira), Marcos Wilson Matos Marques (Ass. Ch. tropa escoteira), Inácio Ferreira Dantas (Ass. Ch. tropa escoteira), Adhemar Cavalcante Mendes (Ch. Tropa sênior) e Eduardo Almeida (Ass. Ch. tropa sênior). Após consulta e aprovação do então presidente do grupo, Sr. Luis Carlos, um pouco mais velho que qualquer um de nós, foi convidado e tendo aceitado a ocupar o cargo de Mestre Pioneiro, nos tornamos Escudeiros (antiga etapa de classe do ramo pioneiro – uma espécie de pioneiro noviço).

 

Para que a nova seção pudesse ser fundada e existir oficialmente, teria que passar pelo crivo e aprovação do Conselho de Chefes (órgão máximo do grupo naquela época). Infelizmente, fomos voto vencido, apesar de termos defendido arduamente com argumentos de todos os tipos. A principal alegação contra o nosso pleito, era que não haveria como conciliar as nossas atribuições e responsabilidades de chefes com as atividades do Clã, já que as atividades e reuniões do grupo, como um todo, eram realizadas basicamente no sábado a tarde. Apesar de argumentarmos que as atividades do Clã poderiam ser realizadas fora das reuniões de sábado a tarde, podendo ser realizadas durante a semana à noite (já tínhamos este hábito) ou mesmo no domingo, os demais chefes foram insensíveis e irredutíveis em sua decisão em não aprovar a abertura desta nova seção, enterrando e jogando um “balde de água fria”, em todos os interessados.

 

A ideia e o assunto não vieram mais à tona e não foi mais cogitada, haja visto que, aproximadamente um ano depois, houve uma cisão na chefia do grupo, tendo como motivo principal, a mudança do seu nome para Caio Martins. Com a saída de mais da metade da chefia (os mais importantes e mais experientes), obrigou o grupo a se recompor imediatamente, sob a ameaça de não mais existir, e foi nesta ocasião que o Ch. Celso e a Tia Zê ocuparam a direção e chefia do nosso grupo, mas isto é uma outra história.

 

Da esquerda para a direita: André Dias Lima (primeiro Escoteiro da Pátria do Grupo), Inácio Ferreira Dantas (fundador do GE José de Anchieta), Eduardo Almeida, Ch. Antônio Ribeiro de Jesus (chefe fundador do Grupo), Adhemar Cavalcante Mendes (praticamente toda família dele pertencia ao grupo), Marcos Wilson Matos Marques (primeiro IM genuinamente 6ºDF ) e Desconhecido.

 

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