Galpão Ninho do Sabiá

Durante mais de 26 anos, a Tia Zê idealizou a construção de um abrigo para nosso Grupo, protegendo do sol e da chuva.

Em todas as confraternizações (Dia dis Pais, Dia das Mães, Natal) havia muito desconforto. Os espaços para abrigar muitas pessoas eram pequenos quando não chovia, desmanchando todas as organizações e enfeites preparados para as festas. Era necessário que as pessoas corressem para dentro das salas. Não haviam lugares para sentar. Os pés ficavam com seus sapatos com barro da terra molhada pela chuva. Muito aglomerado. As festas, principalmente o Natal, acabavam com um sentimento de frustração por causa do vento, calor ou chuva forte.

Com as festas juninas tentava-se algum lucro para a construção de um galpão. Mas, era muito pouco: R$ 3.000,00, R$ 5.000,00. Não era suficiente.

Um dia, ao lado de um Chefe, que ouviu a história da Tia Zê, que lamentava mais um fim de ano com chuva, estragando os enfeites e impedindo a realização de mais um encerramento das atividades escoteiras anuais, chorou. Ele tinha muito conhecimento de pessoas de posses. Não demorou muito ele disse à Tia Zê que havia encontrado uma pessoa que desejava fazer doação para a construção do galpão. O coração da Tia Zê apertou quando ele disse o valor: R$ 20.000,00.

Rapidamente, na companhia do Chefe e do Chefe Celso, desenharam o galpão que seria sem paredes, aberto.

Obra em andamento foi lembrado que, quando chovia, a chuva era de vento. Precisava das paredes.

Foi quando a Tia Zê lembrou-se de uma viagem à cidade de Pisa, na Itália. Lá, existe a Igreja dos Hebreus que foi destruída por um bombardeio durante uma guerra. Durante a reconstrução da cidade, após a guerra, os moradores desejaram reconstruir e reerguer as paredes da igreja. O que fizeram? Cada morador doou pedaços de paredes, placas de concreto, restos do bombardeio. Até mesmo placas de sepulturas onde tem o nome do morto foram doadas. Assim, puderam concluir a obra.

A partir dessa história veio a ideia em vender o m2 das paredes para fechar o galpão. O engenheiro foi procurado para fazer o cálculo de quantos metros seriam necessários para isto. Cada m2 seria vendido por R$ 30,00.

Assim, cada parte do galpão foi construída mediante campanhas: campanha para o esqueleto e telhado; campanha para o chão; campanha para as paredes…. Por isso, esta construção consumiu 3 anos. E foi considerada rápida.

Temos ainda, a história do nome do galpão.

O doador do maior volume de dinheiro, de maneira nenhuma, e até hoje, não desejava que seu nome aparecesse. Aliás, era a condição para a doação. A Tia Zê desejava homenagear esse doador de alguma maneira. Ela ficou sabendo que ele gostava muito de pássaros e o pássaro que mais gostava era o sabiá.

Em sonho, um anjo disse à Tia Zê: “O amor fez o sonho e o sabiá fez o ninho”. Por isso, o nome dado ao galpão é: NINHO DO SABIÁ, que nos abriga e abrigará por longo tempo!

Texto retirado da base do Acampamento de Grupo em 2016 com o Tema: 50 anos GECM.
A base teve os seguintes chefes responsáveis: Chefe Sérgio, Chefe Eleonora, Chefe Andreia e Chefe Léo.

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